A inundação do ramo do arguile e as consequências da popularização de todos os setores expostos!

Passada a nostalgia cinematográfica vamos explicar o título clichê.

Quando em um curto passado seu amigo falava que acabara de comprar um arguile nacional, rapidamente você conseguia adivinhar marca e modelos em poucas tentativas, afinal, não existiam tantas opções. De repente, numa ascensão que deixaria o mais otimista surpreso, se tornou praticamente impossível saber o nome de todas as marcas e seus produtos, o Brasil foi inundado por novidades e alumínio – risos, qualquer pessoa com dois chicletes e um pedaço de arame se tornava o ‘MacGyver of Hookah’ e lançava seu novo produto, sem o mínimo profissionalismo e respeito ao consumidor.

O mercado crescente é bom para todos, mas nada tem um bom resultado se esse aumento for desordenado. Eu arrisco a dizer que apenas 5% desse enorme bolo se preocupam com a regulamentação dos produtos que fazem, os demais se aventuram à margem das leis, se aproveitando de custos menores e dando dor de cabeça a muita gente. Quem são os mais afetados com esse problema? Bom, poderia dizer que todos nós somos, mas ilustrarei aqui apenas uma das minhas perspectivas, a de lojista.

Um bom exemplo dos maiores problemas que enfrentamos é quando surge uma novidade, e elas aparecem quase todos os dias. É impossível um lojista conseguir ter tudo que é novo, somos obrigados a selecionar muito bem o que vamos comprar para não correr o risco de tornar a loja apenas um local para visita de amigos. Já que, diante dos meus anos nesse ramo, vi e mais que nunca vejo muito novato que falha nos negócios cometendo o erro de querer abraçar tudo que surge.

Posso até parecer cruel, mas convido os meus colegas lojistas a boicotar algumas marcas que visam apenas a saúde da sua vida financeira. Eles não se preocupam em fornecer um produto de qualidade ao cliente, legalizado e dentro das normas exigidas, isso afeta diretamente a todos: lojistas, clientes e até produtores de eventos, que ultimamente se veem ‘enquadrados’ pela polícia que tem dificultado as feiras de arguile.

Repito, assim como dito na edição anterior, a bolha “arguilística” não está por vir, essa já se encontra presente e acreditem, salve-se quem puder pois a polícia e os outros meios responsáveis veem aí…

Por: Sidney Gritti