Após alguns textos escarrados sobre o cenário atual do arguile, resolvi escrever um simples artigo sobre os famosos sabores dos tabacos comercializados por essas bandas.

Não é novidade para nenhum “fumeta” que entra ano sai ano os únicos tabacos que não perdem espaço são o Love 66 (Adalya) e Cane Mint (Tangiers), verdadeiros fenômenos. Ah! Mas aposto que você pensou: e o Duas Maçãs da Al Fakher? Talvez alguém mencione um saber aleatório de uma marca de sucesso recente. Preferências a parte, óbvio que nem mesmo tais tabacos mencionados são unanimidades, a exemplo da Love 66 que particularmente não conheço muita gente das antigas, aqueles fumetas raiz, que gostem, até por se tratar de uma pegada mais adocicada, facilmente enjoativa, esse segmento faz mais sucesso entre as “Meninas também fumam” e os jovens dinâmicos em geral. Mais uma curiosidade sobre esse aroma e que é impossível não lembrar para os conhecedores de “boates” para adultos em São Paulo, existe no centro, um espaço com esse nome e também proporciona muita diversão e prazer. Aí está um marketing de respeito!

No outro extremo, temos a famosa e carinhosamente chamada de “cane”, que todas as celebridades do arguile defendem mais que a própria mãe. Com custo por grama bem maior, tabaco forte e acentuado e muita gente jurando amor mesmo sem gostar para parecer raiz, também reúne uma legião de fãs, pseudo-fãs e viciados. O marketing extremamente orgânico e automático, as marcas tentam imitar como se fosse a Coca-Cola e os consumidores propagam o produto de graça, enquanto isso o CEO da Tangiers deve rir e ficar surpreso com os números no relatório de volume de vendas. Posso jurar que ele ainda sonha em produzir mais uma galinha dos ovos de ouro como a querida “Cane Mint” e sagrar sua aposentadoria tranquila.

Certamente sou muito suspeito para tratar de fumos, especificamente esses sabores, sou um amante de Cane Mint e trabalho colaborando com marcas de tabaco pelo mundo, auxiliando no desenvolvimento de novos sabores e tendências para esse mercado, inclusive a Adalya, que foi lembrada aqui pelo seu Love 66. Mas sempre toco o “foda-se”, deixo a parcialidade de lado, afinal luto pelo crescimento de todo o mundo do arguile e acredito que isso passa pela criação de novos sabores que caiam nas graças das pessoas, que se torne mais um queridinho da massa e proporcione novas sensações, estou cansado de quantidade, tentativa e erro, espero qualidade e identidade em um sabor e acessível a todos.

Este texto, publicado agora, coincidentemente traça um paralelo com lançamentos de tabacos que chegam ao Brasil cheio de promessas, afinal, já somos um dos principais alvos do mercado internacional de arguiles. Uma das novidades é o tabaco da marca Desval, famosa por produzir arguiles de luxo, trouxe um fumo que optou por permanecer homônimo, assimilando aos consumidores a já conhecida qualidade na fabricação dos arguiles ao seu novo produto, uma proposta ousada que tenta apresentar a “Cane Mint melhorada”. Segundo alguns amigos que tiveram a oportunidade de provar, o resultado foi surpreendente e você pode comprovar isso acessando alguns canais que tratam sobre o assunto no Youtube.

A verdade é que o tempo passa e com ele vão os sabores, por isso faço menção honrosa aos que ficam, citei aqui apenas dois que me veio à cabeça, temos mais alguns sucessos dentre centenas que caíram no esquecimento: Fantasia com seu Pink Lemonade, Hookafina e o maravilhoso abacaxi, Starbuzz e aquele cocojumbo que não enjoa nunca e o Turkish Coffe? Ah! Os novatos provavelmente não saberão do que estou falando, saudosista e nostálgico, chame-me do que quiser, mas sei que apesar dos “trocentos” sabores que existem hoje, posso dizer como toda certeza: já não se fazem mais fumos como antes.

Por: Sidney Gritti