Em primeiro lugar, temos que agradecer a ajuda para a realização dessa entrevista ao Marcelo da Bhraw Bowl e ao Rodrigo da Brasuka. Obrigado amigos!

Nos últimos meses, recebemos uma visita ilústre em nosso escritório, o cantor e compositor de Funk, MC Gui, passou para falar um pouco mais sobre a vida dele relacionada ao arguile, sobre o lounge Mandelão e projetos futuros. Boa leitura.

Guilherme Kaue Castanheira Alves, conhecido como MC Gui, cantor e compositor de funk de São Paulo, completou 20 anos recentemente com uma festa cheia de pompa. Agora tem um lounge também e vai explicar um pouquinho para nós sobre sua vida e óbvio, sobre sua trajetório no mundo do arguile.

HBE: A primeira pergunta é clássica, quando e com quem você conheceu e fumou arguile a primeira vez?

MC Gui: Conheci o arguile através da minha irmã e fumo já tem uns 10 anos. Claro que meus pais não sabiam, fumava escondido. Depois de uns anos que eles descobriram, e eu acabei apanhando um pouco. Acho que para mim fazia mal porque era muito criança e fumava nos arguiles “ching ling” e carvão de pólvora, enfim, conheci e comecei a fumar através da minha irmã e primos que são mais velhos.

HBE: Você lembra do primeiro fumo que experimentou?

MC Gui: Então, a primeira vez que vomitei nem foi por causa de bebida nem nada, eu nem bebia. Fui com minha irmã na casa de uma amiga pra gente assistir filme, ai fizeram pipoca e derreteram um chocolate em cima e deixaram o arguile montado, todo mundo foi assistir o filme e eu fiquei na cozinha comendo pipoca com chocolate e fumando alguma coisa que não lembro. Cheguei em casa e vomitei toda a pipoca e falaram um monte, brigaram com a minha irmã porque acharam que ela tinha deixado eu beber e tal e era só pipoca demais mesmo, mas tudo isso é pra falar que não lembro qual essência e sabor eram da primeira vez que experimentei, só lembro mesmo da pipoca com chocolate que me fez passar mal. Não tenho recordação de essências, só me recordo mesmo do carvão de pólvora que tinha gosto e tudo mais e fumava até as cinzas, mas era horrível, não tinha nada bom que me faça recordar daquela época.

HBE: Foram passando os anos e você continuou fumando escondido ou você parou e depois voltou conhecendo um pouco mais das coisas? O Marcelo Bhraw o que ele fez que te ensinou a fumar melhor?

MC Gui: Na verdade continuei fumando escondido, mesmo quando meus pais souberam e brigaram comigo eu insisti e continuei fumando porque gostava e também não tinha vontade de usar drogas e nem fumar cigarro, então acabei indo para o arguile. Acho que isso foi menos preocupante pra minha família, porque todo mundo sabe ou deveria saber que arguile não é droga, e com certeza não faz esse mal que falam por aí que faz, cada um tem sua opinião e eu respeito a de todos, mas continuei e pronto.

Há menos de um ano o Gordassa (Marcelo da Bhraw) me apresentou a Cane Mint que mesmo sendo uma das essências mais caras, é uma das melhores. Faz menos de um ano que eu conheci o que é fumar um arguile de responsa mesmo, que é ter um arguile só pra Cane, que você nunca coloca outra essência e tal. Mas antes fumava Love66 e até hoje se não tem Cane, vou de Love66 ou paçoca com menta, mas quando tem Cane eu não misturo com nada!

Mas com 14 anos que foi meu auge com as músicas “Ela quer” e “O bonde passou” que meus pais “aceitaram”. Não que aceitaram e que gostaram, mas acho que por perceberem que eu só queria fumar arguile e não queria droga nem nada, deixaram. Mas eu respeitava, não fumava perto deles nem nada, só no role com alguns amigos mesmo ou alguma coisa assim, mas não fumava todo dia, tinha semana, mês que eu nem sabia o que era arguile, hoje não, hoje fumo todo dia.

HBE: Mas hoje você fuma todo dia também por conta do Mandelão, que é o seu lounge, certo?

MC Gui: Isso, também. Hoje tenho um lounge que é o Mandelão que fica no Tatuapé, o lounge já vai fazer um ano e quando abri já tava fumando todo dia por conta dos amigos que são apaixonados por arguile e que fumam todo dia. Um deles é meu sócio Kaique, a gente se conhece já tem mais de 10 anos, ele era do mesmo bairro que eu, o Imperador, fui nascido e criado lá e a gente sempre andou junto, então meio que fumava todo dia já antes de abrir, agora fumo todo dia em casa, ou no lounge, chamo os amigos, ou fumo jogando CS.

HBE: A gente sabe que de fato o arguile faz mal, por conta do monóxido de carbono do carvão, o próprio tabaco e tudo mais, você obviamente tem acompanhamento de seu staff, em algum momento seus médicos falaram para você não fumar para não prejudicar sua voz?

MC Gui: Então, os médicos que faço acompanhamento da minha voz para que eu tenha uma melhora constante na voz e também para poder fazer os shows que faço, nunca falaram para parar porque faria mal. Eu sei que faz mal para outras coisas, por conta da fumaça, por exemplo o cigarro de fato não tem tanta fumaça, então os médicos sempre falaram dessa quantidade de fumaça ser muito grande. Se faz mal para minha voz não é nada grave ou perceptível, por isso continuo fumando. Tenho professor de canto, fonoaudiólogo e tenho meus cuidados, sei que não tenho calos nas cordas vocais e tudo mais, então sei que não faz tão mal igual ficam falando por aí na rede social ou buzinando no ouvido do pessoal. Ninguém nunca me incentivou a fumar, fumo porque quero, porque sou apaixonado e não vejo problema nenhum.

HBE: E desde os 14 anos que você passou a fumar mais e agora que você fuma todo dia, você sentiu alguma mudança na voz?

MC Gui: Acho que assim, senti diferença não por conta do arguile mas por conta da idade, quando tinha 14 anos tinha voz aguda e não sabia trabalhar ela, por isso comecei a fazer e continuo até hoje com aula de canto. Não senti de lá para cá mudança para pior e sim para melhor, não me afetou. Então vejo que a tendência foi sempre melhorar dos 14 para os 20.

HBE: Por você ser artista e seus seguidores e até sua música ser para pessoas mais jovens, depois que você abriu lounge e começou a postar no Instagram você fumando, sentiu diferença no comportamento dos seus seguidores? Exemplo: ‘vou parar de seguir porque você fuma’ ou apareceu mais gente dizendo ‘pô, você também fuma, que legal, vou te seguir’, você quando começou a postar do lounge o pessoal começou a te procurar mais para ir lá e tal?

MC Gui: Hoje o mundo que a gente vive, se nem Jesus agradou todo mundo, é impossível não ter uma mãe ou alguém do tipo que vai falar que vai parar de seguir, porque tem uma filha com seus 15 anos e não quer que eu influencie e mostre isso. Mas eu juro por Deus que nos 20 milhões de seguidores que tenho nas redes sociais, se uma pessoa falou isso, foi muito. Sempre que divulgo ou mostro algo que tô fazendo, por exemplo bebendo, bebo mas não incentivo ninguém a beber. Como dizem, sou uma pessoa que sou influenciador, mas não porque faço que as pessoas têm que fazer, por exemplo, eu não vou me jogar da ponte porque vi um cantor fazendo isso. As pessoas têm que entender que tem muitas coisas que tem que parar pra pensar se é ou não pra fazer igual por algum motivo.

HBE: E quando você percebeu que queria entrar de cabeça nesse negócio do arguile, a gente brinca que é o mundo do arguile, como você percebeu que ia valer a pena entrar nisso, você conheceu pessoas como o Marcelo da Bhraw e o Rodrigo da Brasuka, como foi para você esse negócio todo?

MC Gui: Cara, foi algo muito rápido, estávamos fumando dentro de casa e acabei frequentando alguns lounges aqui em são Paulo e na minha opinião nem poderiam ter o nome de lounge porque é mais balada do que um lounge de fato e que não tem qualidade no arguile. Queria procurar algo aqui em SP que ia me satisfazer e os clientes que querem qualidade no arguile mesmo, que gostam de fumar um arguile bom, meu primeiro pensamento foi esse. Poderia montar uma balada, mas queria algo do tipo que toca uma música, mas que posso pedir um arguile e fumar de boa. Então sentei com a minha família para montar, no fim, acabei conversando com o Kaique que é meu sócio hoje lá e acabei montando com ele, sem minha família, hoje minha irmã é sócia também porque ela ajudou muito no começo e hoje ela é uma das cabeças lá.

HBE: Você pensa em mudar alguma coisa no Mandelão ou hoje ele está do seu agrado? Pensa em ampliar?

MC Gui: Muita gente não acredita, mas não abri o mandelão pensando em ser o empresário ou um grande empreendedor, porque graças a Deus tenho minha família por trás e eles pensaram em tudo para ter uma segurança com o MC Gui. Montei por hobby, para poder ter um espaço para fumar com amigos e para aproximar também um pouco dos fãs. A gente montou pensando no hobby mesmo e hoje deu certo e o Mandelão é um dos nomes de lounge mais conhecidos em SP e também muito falado no Brasil inteiro. Através do Marcelo (Bhraw) acabei conhecendo vocês e toda a rapaziada e tem gente que deve achar que por eu ser o MC Gui, o pessoal fala que é bom tudo mais pra puxar o saco, só que não, se o pessoal volta e fala que tá bom toda vez, que tem atendimento legal, é porque realmente é bom, né?! Lá a gente mudou muita coisa por conta das dicas do pessoal do arguile e por conta dos clientes, do feedback dos frequentadores. Inauguramos uma nova área recentemente no Mandelão, expandimos e minha intenção é abrir mais pelo Brasil e quem sabe, fora também. Pretendo abrir e ter até franquia, se vierem propostas, podemos estudar sim.

HBE: E como é o funcionamento do Mandelão, você ta lá todo dia?

MC Gui: Lá abre de quarta a domingo das 21h às 5h, nesses dias se não tiver show estou lá. Às vezes vou em alguma balada ou show de amigos, mas sempre passo no mandelão antes de fechar, as vezes o mandelão fecha e fico lá até 8h da manhã com os amigos me divertindo e dando risada.

HBE: Eu mesmo (Lineu), já ouvi você falando que ia passar no lounge de outra cidade. Pra você é meio que uma obrigação passar em outros lounges principalmente fora de SP quando vai fazer algum show ou só quando dá tempo mesmo?

MC Gui: Fui para Curitiba semanas atrás e antes do show eu passei no Marajah, e curti muito lá, foi bem legal, depois do show até queria voltar lá, mas tinha outros compromissos no dia seguinte, tinha que descansar e acabei não voltando. Mas não sinto que seja uma obrigação não, é um hobby mesmo, gosto de ir curtir um lugar diferente, conhecer pessoas diferentes, gosto mesmo de ir quando posso. O bom de ter um lounge hoje também é que sou um cara que fui muito mimado pela minha família, então tudo peço para os outros fazerem, sabe, não porque eu sou folgado, mas é que pô, mano, tem como você fazer tal coisa para mim? Rsrs

E além de tudo isso não sei fazer as coisas, não sei cozinhar, não sei fazer meu rosh direito, tipo, não faria o rosh para vocês aqui, teria vergonha, porque sei que vocês gostam de fumar com qualidade e não sei fazer com a qualidade, por falta de prática também, quando a gente tem amigo igual o Marcelo e o Rodrigo que sempre que a gente pede e eles podem fazer eles fazem, não tenho muita prática não.

HBE: E você fuma em média quantos roshs por dia? Tem dia que você só quer fumar e jogar?

MC Gui: Ah mano, depende, tem dia que fumo 10 roshs, tem dia que fumo 5, hoje mesmo, esse é o primeiro. Depois vou para o Mandelão e vou fumar mais alguns, no dia que tô no pique mesmo no role, bebendo com os amigos, fumo uns 10 fácil, depende do que tô fazendo mesmo. Só fumo Cane, por causa do Marcelo, no começo xingava ele porque achava ruim, agora, só cane mesmo. Jogar fumando é Top também!

HBE: Você acredita que por ser artista e fumar arguile, ajuda a desmistificar o arguile da droga?

MC Gui: Sim, acho que, como disse sou influenciador por estar na mídia, ajuda porque posso provar que isso não é droga, tenho isso na minha cabeça, não é droga e partir do momento que você quer que as pessoas acreditem, você tem que acreditar nisso. Tento passar e passo isso para todo mundo, arguile não é droga, faz mal, mas nada comparado a drogas ou a cigarro, tenho certeza que o arguile faz menos mal que tudo isso. As pessoas têm que entender que não é droga e você fuma se quiser, você experimenta se quiser. As pessoas te julgam por julgar, sofri um acidente de moto e falaram que eu estava drogado, bêbado e não tem nada a ver isso, mas as pessoas já saem falando besteira.

Jogo Counter Strike e as pessoas julgam que é um jogo violento, mas não é porque jogo que vou sair matando todo mundo, explodindo bomba, mas as pessoas tão falando que os gamers vão ficar doentes e sair por aí matando todo mundo, mas não tem nenhuma relação isso, as pessoas falam e julgam demais sem conhecer a pessoa, sem entender o que acontece e sem entender ou sem querer entender que o arguile não é droga e que o jogo não vai formar nenhum tipo de serial killer.

Se divulgo que fumo o arguile, não é ruim, faço muita propaganda e por dinheiro nenhum vou fazer propaganda de uma coisa que pode fazer mal para os meus seguidores, jamais vou influenciar eles a usarem coisas que façam mal a eles, e nem iria querer usar uma coisa que me faz mal.

HBE: Você já conhece um pessoal do mundo do arguile, o Rodrigo (Zóio) e o Marcelo Gordassa da Bhraw) que te apresentaram mais pessoas, o que você achou dessas pessoas? O que você achou desse mundo do arguile?

MC Gui: Cara, eu geralmente me dou bem com todo mundo que conheço, mas em qualquer mundo que você entra, seja do arguile, da música, de artistas, sempre tem pessoas gananciosas, eu não me dou bem com esse tipo de gente. Nesse um ano que tô conhecendo pessoas no mundo do arguile, já consegui perceber pessoas que se sentem só concorrentes das outras, mas tem tanta gente que não precisa se preocupar, é difícil você se manter no sucesso a vida toda. Então, tenho fé em Deus e Ele me apresentou muita gente boa nesse mundo do arguile, deve ter muita que nesse mundo que devia achar que eu era arrogante, metido, mimado e não, muita gente que conheceu o MC Gui viu que eu sou só mais um. Acho que assim como é gratificante pra mim conhecer eles, é gratificante pra eles me conhecerem também, acredito que eles abriram portas pra mim e eu abri algumas portas pra eles. Acho que é uma troca legal.

HBE: Você tem vontade de fazer algum tipo de produto com a marca MC Gui? Tipo um arguile do MC Gui ou uma parceria sua e da Bhraw por exemplo?

MC Gui: Sim, sim, tenho bastante vontade, mas acho que peguei tanta amizade por eles, que jamais faria algo que fosse de encontro ao produto que eles vendem, mas se fosse para fazer uma parceria faria sim. Tomo bastante cuidado para não bater de frente com os meus amigos.

HBE: Você foi no Expo Hookah 2018, o que você achou do evento? O que a molecada fez quando te viu? Você se surpreendeu com bastante coisa? Você tem vontade de ir em outros eventos que acontecerem?

MC Gui: Então, tem aquela frase quem não é visto não é lembrado né? Então se to sendo visto ali eu posso fechar parcerias, assim como fechei com a Zomo nesse primeiro evento, estou ajudando a fazer uma essência nova e acho interessante porque além de tudo estou nesse mundo do arguile também então tenho que aparecer sim.  Gostei muito da feira porque tinha coisa lá que nem conhecia, tipo o tapetinho Strike para colocar o arguile em cima e tal, eu vou em várias feiras, mas a de arguile realmente fiquei bem espantado e a maioria das pessoas que conheço hoje do arguile conheci lá, foi muito importante ter ido no evento.

HBE: No cenário da música, você liga o arguile a alguma coisa? Você tem um clipe que aparece arguile? Toda vez que você for gravar um clipe agora, você vai querer que apareça o arguile ou você vai gravar algum clipe no Mandelão, como vai ser?

MC Gui: Então, tenho o “chapei o coco” e lembrei agora, tem o “tchuk tchuk” também, e eu nem conhecia ninguém ainda na época, nem o Marcelo e já coloquei o arguile porque é uma coisa que gosto e acho que não interfere em nada e ninguém fez um comentário negativo por conta do arguile. Eu gosto, acho legal e sempre que puder, vou colocar.

HBE: Gui, muito obrigado, e fica à vontade para mandar um recado aí, falar do Mandelão também, valeu!

MC Gui: É isso pessoal, quem estiver por São Paulo tem que ir conhecer o Mandelão Lounge, que fica na rua Coelho Lisboa, 430, no Tatuapé, de quarta a domingo das 21h às 5h. Tem arguile, música, bebida, eu também estarei por lá e agora estamos para abrir o espaço novo do Mandelão. Só que tem que chegar cedo porque já teve fila de 200 pessoas, então cheguem cedo. Vai ser gratificante ver o pessoal lá, o pessoal ir lá é reconhecer todo um trabalho, conheçam o Mandelão!

HBE: Obrigado, e todo mundo pro mandelão fumar um rosh! Valeu!

Agradecemos aos nosso amigos do TC, Jean e Michel e ao José Luis do Tio Bob por nos proporcionarem esse encontro especial em nosso escritório. Um bate papo franco com o Rodriguinho que nos proporcionou um conteúdo incrível e abriu o jogo sobre seus projetos.

Rodrigo Fernando do Amaral Silva, conhecido como Rodriguinho, ex-vocalista grupo de pagode ‘Os Travessos’, tem 40 anos de vida e impressionantes 30 anos de carreira.

HBE: Rodriguinho, uma pergunta clássica que sempre fazemos aos nossos entrevistados, como você conheceu e começou a fumar arguile?

Rodriguinho: Tive uma experiência com arguile 12 ou 13 anos atrás com meu irmão. Ele fumava e sempre levava para todos os lugares, junto com os amigos, isso na época de carvão de pólvora e tudo mais, mas era um “trampo” pra fazer né?! Tinha que cortar o alumínio da mãe e aquela coisa toda que eu não tinha paciência, então parei. Fiquei nessa experiência por volta de 1 mês no máximo, mas aí quebrava alguma coisinha e era difícil de encontrar. Tive outras oportunidades com amigos famosíssimos, que não posso falar o nome, que os caras falavam para eu experimentar e nunca fumei com eles.

Depois de um tempo fui pra Curitiba e chegando lá com um amigo no hotel, ele estava com uma mochila nas costas e aí ele perguntou se me incomodava em fumar um arguile e falei que de boa. Aí ele tirou um arguile bonitão, um Amazon na época, bonito demais, uma panelinha, carvão hexagonal, um controlador de calor e falei “pô mudou essa coisa hein?!”. Aí ele me explicou por cima como as coisas estavam, aí fumei por uma hora mais ou menos e disse que gostei e que ia comprar um pra mim. Ele ficou meio espantado, perguntou se tinha gostado mesmo e confirmei que sim! Aí ele ligou para um amigo de uma loja lá e depois de meia hora o dono da loja estava no hotel com um setup igualzinho pra mim. Posso afirmar que desse dia em diante fumei todos os dias, isso não tem nem um ano, uns 10 meses no máximo.

HBE: Depois desse dia então, você fuma todo dia, em média quantos roshs por dia?

Rodriguinho: No mínimo uns 3 roshs por dia, todos os dias e aí vem as descobertas, sou um cara consumista, entro de cabeça em tudo que começo. Pra vocês terem ideia um mês depois entrei de sócio com uma marca de arguile, a Volkano, pra fazer o meu arguile, fiz o Volkano Samba. Fiz poucos exemplares, já devem estar acabando. O cara chegou e perguntou se podia fazer um com meu nome, perguntei quanto custaria, quando ele falou, falei então que queria entrar com participação para fazer, meio a meio de cada e tal, e me dei bem, entrei achando que não ia dar nada. No fim já recuperei a grana que investi, já consegui um pouco mais. Depois disso conheci o Mukai (Mukabowl) ele corta o cabelo no mesmo lugar que eu. O cara falou: “Pô, tem um cara que corta o cabelo aqui que tem uma marca dessas coisas” eu falei: “poxa, legal e tal”. Daí o cara falou que ele queria fazer uma entrevista comigo, o mais engraçado é que eu nunca fiz a entrevista, quando ele ver vai me cobrar! Mas trocamos contato e começamos a conversar, era uma sexta e tinha show, aí ele convidou para ir num lounge com ele na terça. Perguntou o que eu fumava, na época estava viciado em Nay, tudo era Nay! Aí ele falou “não pô, tem que fumar Tangiers”. Eu já tinha tido uma experiência, fumando Orange Soda, num show num casamento, comecei a fumar e começou a me dar tontura, minha testa adormeceu. Eu já falei “para com essa porra, tô passando mal, não vou conseguir fazer o show”. Dei o fumo pro meu filho (cantor) Gaab, ele me ligou e falou “porra, que fumo é esse que você me deu, tá louco?”. O Mukai na hora já falou “Para. Você tá fumando errado, vou te levar nos caras que conhecem tudo de Tangiers e você vai ver”. Ele me levou no QG do Tangiers Club, levei dois Kits de Volkano, chegando lá, vi aquela estante deles cheios de Regal, Wookah e tudo mais, fiquei até com vergonha, escondi os Volkanos. No fim, dei os Volkanos de presente para os meninos do TC.

HBE: Mas também, quem não fica tímido com aquele monte de arguile lindo? (rsrs)

Rodriguinho: Pois é, os caras já perguntaram o que eu queria fumar, já foram montando meu rosh, me receberam super bem. Experimentei um monte de coisa, fui começando a gostar um pouco mais e tal, os caras sempre alertaram “Isso é caminho sem volta, quando fuma Tangiers é sem volta!”. Ficamos lá umas seis horas fumando e já falei: preciso comprar um Wookah, quero um Wookah, onde compra? No site do TioBob, mas me falaram pra eu não comprar que eles iam me levar lá. A primeira vez que fui no Zé pensei que viria um senhor, um “tiozinho”, porém me deixou surpreso “que pessoa, cara gente boa”, nos tornamos amigos. Nesta primeira vez comprei três narguilés, um Wookah, Regal e um Egípicio, os deixei escondido, logo que cheguei em casa, para minha esposa não encrencar (risos).

O arguile se tornou um “lifestyle”, levo para os meus shows, monto no palco, já mostrei para toda minha equipe, apresentei a cultura para mais de 100 pessoas com certeza. Recebi algumas críticas por fumar arguile após ter lançado alguns modelos com a minha marca, muito pelo fato de cantar. Em contrapartida, para não ter o lance dos seguidores do meu Instagram de artista misturar as coisas, decidi criar outro perfil, algo dedicado apenas para a cultura, o que curto e criei o @sambashisha.

Hoje tenho diversos modelos e marcas de arguiles, Regal Hookah, Wookah, MIG, Sins, Meduse, Kaya, Oduman, Art Hookah, fumo em todos, cada dia um diferente, costumo falar aos meus amigos que eu não gosto de deixar um com ciúmes do outro (risos).

HBE: Quais são os 5 sabores que mais gosta de fumar e as respectivas marcas?

Rodriguinho: A marca que eu mais gosto de fumar é Tangiers, hoje tenho mais de 30 sabores da marca em casa, mas os sabores que mais gosto são: Cane Mint, Summer Soltice, Blueberry 2005, Little Purpple Candy e Sour Grape. Tem mais, mas se eu for listar aqui nós vamos longe (risos). Em minha trajetória no meio do arguile comecei em um nível muito legal, pois já tive contato com pessoas experientes, que me mostraram os atalhos e caminhos do que realmente, para mim, valeria a pena experimentar. Em pouco tempo adquiri muita experiência, acabei me tornando uma espécie de “consultor do arguile” para os amigos que gostam, muitos me perguntam o que comprar, qual sabor e marcas são boas e acabo ajudando tanto eles que me apelidaram de “Pai Tangiers”. O engraçado é como virou realmente o meu estilo de vida! Por exemplo, nesta semana fui fazer uma reunião, estava com meu arguile e perguntei se poderia fumar no local, fui autorizado e acabei pedindo para o Neto, que trabalha comigo preparar um rosh e deixou no jeito (risos). O bacana é que todo mundo experimenta, muitas pessoas fazem perguntas sobre e acabo explicando, já senti que isso que faz a diferença, a forma como vou apresentar e falar do arguile, faz total diferença.

HBE: Não existe nenhum estudo aprofundado sobre o quão mal faz o arguile para a saúde, mas você por trabalhar com a voz, sentiu alguma diferença?

Rodriguinho: Então, senti muita mudança na minha voz…para melhor, mas isso tem uma explicação, é claro. Tenho uma pessoa que me acompanha para cuidar da minha voz e depois de uns cinco meses que estava fumando fui gravar um disco novo na companhia dessa pessoa e falei “Olha, tô fumando arguile, quando te contratei eu não fumava, mas agora tô fumando”. Ela falou “vamos cantar, canta… aí”, “olha, sua voz melhorou demais, qual o princípio disso de fumar arguile?”. Eu expliquei como funcionava, a água, carvão, essência, o princípio do charuto, puxa e já solta a fumaça tal, ela perguntou se me incomodaria se ela experimentasse, disse que não. Ela experimentou, fiz minha doutora fumar, ela falou “Gostoso né? Geladinho, docinho…” Ela já falou, “Tá… entendi porque sua voz melhorou”, nossas pregas vocais, são músculos, como qualquer músculo do corpo, quando procurei por ela, estava com um problema sério na minha voz, minhas pregas vocais estavam espaçadas, frouxas. Qual o exercício para deixar elas rígidas? Respiração. Ela sempre falava para exercitar durante 5 minutos por dia, faço esse exercício por sei lá, 3 horas por dia agora. Ela falou que tínhamos o problema da fumaça, como vamos resolver isso? Perguntou se poderia colocar outro líquido, falei que algumas pessoas colocam por exemplo, bebida alcoólica, que é ERRADO! Ela perguntou se poderia colocar soro fisiológico? “Não sei, vamos testar!”, e deu no mesmo, a gente faz inalação com soro, então geralmente faço a sessão com soro fisiológico antes de show, pois o soro ajuda a hidratar as cordas vocais. A fumaça do cigarro é quente, isso faz com que queime as pregas vocais, já com arguile não encontrei esse tipo de problema, tive sim que fazer alguns ajustes e adaptações por sugestão de minha fonoaudióloga, fumar com soro fisiológico, gelo e essências que me oferecem frescor, isso já foi de encontro com minha paixão por Cane Mint.

HBE: Sabemos que você fuma durante os seus shows, em sua plateia, já viu alguma reação diferente do normal?

Rodriguinho: A galera pira quando acendo o arguile, a grande maioria quando solto fumaça dá aquela estendida na mão pedindo para fumar, uns até gritam e tudo mais.

HBE: Você frequenta lounges? O assédio bloqueia/priva um pouco na hora de ir em lugares do tipo?

Rodriguinho: Eu não frequento muitos lounges, pouco por conta do assédio, tenho amigos donos de lounges e às vezes passo para fumar e bater um papo com eles. Mas não curto muito por gostar de montar meu arguile, usar meus produtos e também por associar as sessões com momentos de prazer e tranquilidade, um momento meu, pois eu gosto de pôr a mão na massa e preparar toda a minha sessão, com meu “ritual”.

HBE: Você acha que por ser um artista famoso e mostrar que fuma arguile, ajuda a desmistificar o arguile de droga?

Rodriguinho: Óbvio que sim, com certeza sim! Sou um cara com 30 anos de carreira e nunca ninguém me viu bêbado, mesmo porque não bebo, mas nunca me viu em escândalos ou algo assim, minha carreira é exemplar. Então tem fã que me defende quando alguém me critica por fumar, tipo ”pô, o cara nunca fez nada de errado, deixa ele curtir, fumar, se não atrapalha deixa ele”. As pessoas respeitam minha carreira, então quem vê acredita que se o Rodriguinho está fumando é porque com certeza não faz tão mal como falam por aí.

HBE: Como é o assédio do público que curte arguile e vai atrás de você? Existem muitas pessoas que acabam passando dos limites, se tornando pessoas chatas e intrusivas?

Rodriguinho: Sempre tem. Pela fama mesmo eu recebo em média umas 300 mensagens por dia. Sempre tem um volume muito grande de mensagens, desde as mais legais, dos caras fumando, ouvindo o meu som e mandando alguma mensagem legal até os mais chatos, que acabam passando dos limites e se tornam o outro lado da moeda, aquele que se torna chato por bater na mesma tecla sem saber como vai argumentar ou chegar até mim. Mas o que me deixa feliz é ver que o fato de estar inserido no meio do arguile hoje faz com que as pessoas gostem mais de mim, isso é muito louco, e bem legal.

HBE: Exatamente, por isso essa nossa ideia de vincular o arguile com o artista, porque ainda tem muita gente que tem preconceito o que você acha?

Rodriguinho: Cara posso dizer com certeza que a grande maioria dos meus amigos famosos fumam e não postam nada, tem gente que fuma muito, mais que eu e não postam. Tenho amigos esportistas que fumam, até cigarro, mas não postam, mas até entendo os esportistas, pois é difícil desmistificar isso na cabeça de um torcedor, se o cara joga mal depois de uma foto fumando, vão falar que foi por causa de fumar. Igual os caras que vão na balada, postam e no dia seguinte jogam mal e a “culpa” é de ter ido na balada no dia anterior e tudo mais. Por isso que eu falo, são poucos dos meus amigos famosos que não fumaram ou não experimentaram, ainda! E claro, se um dia aparecer rouco, independente da causa, vão associar ao arguile com certeza, é coisa do brasileiro, não das pessoas, do brasileiro. A gente viaja pelo mundo e a gente vê que é coisa do brasileiro. Eu estou com gripe, eu tossi aqui, vão falar que a culpa é do arguile.

HBE: Você como artista e por ter inúmeros seguidores tomou uma decisão sabia de abrir um Instagram específico e focado para o seu público que curte a cultura do arguile. Qual foi a reação dos seus seguidores com isso depois que começou a postar sobre arguile em seu perfil pessoal?

Rodriguinho: É muito difícil saber se perdi ou ganhei seguidores por conta do arguile, pois acaba se confundindo devido a minha extensa carreira. Sou um cara muito ativo com meus projetos, gravo músicas novas, clipes e tenho muitos artistas “meus”, que trabalham comigo, então eu estou sempre em atividade e me expondo com as coisas que acabo assumindo. Sempre surge a galera que aparece apenas para criticar e denegrir a imagem por conta do arguile, mas a grande maioria é sempre sem embasamento e são pouquíssimas pessoas. Sou uma pessoa que não esconde de ninguém e nunca escondi, o arguile está presente em meus últimos videoclipes, apenas um não tem, pois não havia contexto para aparecer, mas estava montado no “backstage”. Não pretendo parar por um ou outro falar, se parar vai ser por vontade própria.

HBE: Teve algum jornalista que falou algo por você fumar arguile?

Rodriguinho: Não, não recebi nenhuma crítica ou opinião da imprensa referente a isso, da mesma forma como estamos conversando aqui, dando esta entrevista é da forma como eu atendo, recebo e respondo aos outros veículos de comunicação.

HBE: Como você vê hoje esse cenário da música com o arguile, já tem o Gaab!

Rodriguinho: Tem o Gaab, gravamos o clipe no Stay Hookah. A Petra que é minha artista, foi no TioBob e comprou o arguile dela. Então quanto mais pessoas puderem disseminar isso e nos ajudar, melhor! Minha esposa fica brava comigo, porque tenho um filho de 14 anos e sempre pergunto: “Júnior, quer experimentar?”, ele: “não pô, quero não”, já falo: “Júnior, se eu souber que você experimentou na rua, vou arrebentar os seus dentes! O dia que você quiser experimentar você senta do meu lado, vou montar o rosh e você vai experimentar comigo! Se você gostar, a gente vai esperar a idade certa e você vai fumar comigo!”.

É a mesma coisa, você deixar seu filho experimentar bebida, não posso ser hipócrita é melhor experimentar comigo, falo isso pra todos os meus filhos! Não quero que comecem a fazer isso por intermédio meu, mas se fizerem, que seja primeiro comigo, porque vai experimentar de uma maneira mais “segura”, porque vou montar e sei o que o meu filho está experimentando, não tem droga, não tem bebida no vaso, vai ser uma coisa bem feita. Não fumo arguile de qualquer pessoa, não fumo! Não é por nojo nem por nada, mas é meu prazer, então vou ter o meu prazer do meu jeito.

HBE: Nós chamamos esse “meio” de mundo do arguile, o que você acha desse mundo do arguile, das pessoas que você conheceu, o que você achou de tudo isso?

Rodriguinho: Cara, para mim foi tudo muito novo, todo mundo que conheci foi nessa base de indicação, até mesmo vocês foi por indicação, tanto que estou aqui, os caras estão comigo, então já conheci pessoas selecionadas, o Zé, os meninos (TC). Eles que sempre falam, vai lá, os caras são gente boa…

HBE: Inclusive temos que agradecer ao Zé, sempre que falamos agradecemos a ele, nos ajudou e ainda ajuda muito, os meninos sempre que podem dão uma força. Você comentou sobre o evento ‘Expo Hookah 2018’. O que achou, esperava e imaginou do evento? Se compara a algum outro tipo de evento que você já foi?

Rodriguinho: Cara, o evento é bem “profissa” né? Eu cheguei agora então acredito que seja o evento mais top. É bem similar a outros eventos, de música, gospel e tudo mais, porém com outro produto. Confesso que não foi tudo que vi no evento que me surpreendeu, pelo fato de estar com os meninos não tinha grandes novidades pra mim. Já fui com um filtro muito bom, 70% das coisas que tinham no evento já tinha experimentado, acho que a coisa que mais atrapalha deve ser a vigilância o tempo todo no pé, tipo, mesma coisa que você ir num evento de gastronomia e não poder comer, não faz sentido não poder fumar. Eu tinha o meu stand da Volkano, o tempo que fiquei no stand vendeu bastante, o pessoal comprou bastante, é bem legal você ver isso.

HBE: Foi picado pelo bichinho do evento? Então se tiver outros você irá participar com certeza?

Rodriguinho: Claro, sendo como expositor ou como visitante mesmo.

HBE: Como você enxerga o seu futuro nesse mundo do arguile? Como se imagina daqui 5 anos? Qual sua ideia para isso?

Rodriguinho: Cara, sou um artista de berço. Eu quero claro crescer com isso também, ser do tamanho do TioBob, dos meninos da TC, igual a vocês. Um tempo atrás estava em Floripa e foi bem legal. Eu levei o arguile e tal, e levei só um rosh e quebrei! Então fui procurar, e fui numa tabacaria dentro de um shopping, eu entrei e abaixei para olhar os roshs, quando eu levantei o dono da loja me viu e falou, “Pô Rodriguinho eu não tenho nada aqui! Eu sigo você, vejo suas paradas lá e você só fuma coisa boa, tem só coisa boa, o que eu tenho de melhor é esse e esse aqui”. Pô, eu achei isso sensacional, o cara me reconheceu pelo meu hobby e que gosto de coisa boa. Foi muito legal, esse reconhecimento é o que busco. Consegui juntar esse negócio de música com meu hobby do arguile de um jeito muito certo, então se ganhar dinheiro, lindo! Se não, de boa, sempre brinco: “se você ganha dinheiro com o que você gosta de fazer não é trabalho”, isso é muito legal, já me sinto muito feliz, imagina o Zé, deve ser um cara muito realizado.

HBE: E esse seu projeto da Volkano, continua? Como vai ser? Esta pausado vai continuar? Quais os planos para o futuro?

Rodriguinho: Junto com a marca Volkano, nós temos um projeto para arguile, o nome já está definido e se chamará Anarchy Samba, um arguile de porte médio onde será produzido com inspiração nos arguiles MIG. Será um arguile completo, com todos os elementos para completar um setup, base, stem, rosh, sem a necessidade de utilizar borrachas ou algum tipo de vedação nas conexões. O projeto é ter um lounge com hora marcada, algo exclusivo, dispor de minha coleção, todos os meus arguiles, desde o meu Samba ao meu Craft Grand Mirage da Meduse, que é o único que tem no Brasil, para que todos possam ter a experiência de fumar em um arguile raro, difícil de manipular e até mesmo o desembaraço de toda vinda dele para cá. Existe a possibilidade ‘de eu’ preparar um rosh e conseguir bater um papo, juntar com a experiência do fã. Hoje eu vejo o lounge para o arguile como o DVD está para a música, quem tem mais led, luz, tv, som alto e potência, quem enfeita e aflora mais as coisas “ganha”, não quero bater de frente com esse nicho do mercado. Quero algo mais exclusivo, pois acredito neste conceito é um mercado que vejo que tem futuro pois meu modo de vida é outro. Porém quero pôr o meu jeito, que quando o cara sentar para fumar ele tenha nítida noção de que é algo realmente diferente, não quero conchavo com nenhuma marca, quero algo com muita qualidade para passar para o cliente a minha experiência.

HBE: Dos 60 arguiles que você tem, qual o seu preferido? Seu xodó?

Rodriguinho: Cara, não tenho, fumo todos. Mesmo porque brinco que fumo todos para não deixar os outros arguiles com ciúmes. Gosto muito do meu MIG por exemplo, mas não fumo nele todo dia não.

HBE: Mas não tem nenhum que você tenha um ciúme maior? Você comentou no início que você começou ‘meio que’ escondido da sua esposa, hoje ela é tranquila com isso? Ela fuma seus arguiles ou você não deixa?

Rodriguinho: Não tenho ciúmes não. Quanto a mulher, ela pode tudo, não pode contrariar nunca a mulher! Às vezes estou fazendo shows e ela manda mensagem fumando meus arguiles com as amigas dela, então é de boa, é bem legal isso. No Natal ela queria me dar um livro sobre arguile, mas ela não achou e acabou me dando um livro do Pablo Escobar, porque tinha acabado de ver a série, mas eu falei “Pô, isso não tem nada a ver com arguile”, e ela falou que não tinha achado nada, mas é muito bom ver que ela aceita numa boa tudo isso.

HBE: No próximo Natal, ela pode te dar a revista HBE, Rodriguinho, encerramos então, agradecemos muito sua vinda aqui, simpatia em pessoa, tem mais algum recado, alguma coisa para falar para a gente?

Rodriguinho: Cara, acho que é isso, muito obrigado pelo convite e é isso gente, arguile é bom, eu gosto e “vambora”!

Por: Redação HBE