A popularização do arguile como ferramenta de socialização do Brasil, se tornando uma importante ferramenta.

Ouço muito que a cultura do arguile está extremamente modificada, afinal o público que antes era formado por árabes ou descendentes simplesmente expandiu e hoje é facilmente agregada por diversas tribos, grupos variados que se tornaram admiradores desse hobby que vem se tornando estilo de vida, para muitos.

O que antes era visto em reuniões de famílias ou festas temáticas, hoje tomou uma conotaçãomuito maior e se difundiu Brasil afora, estando presente principalmente nas grandes cidades do nosso país.

O quanto isso é importante e legal ainda não sabemos, certo é que seremos cada vez mais atingidos por órgãos responsáveis por sua legalidade e comércio. O fato é que em tempos atuais, através de redes sociais ou até mesmo por grupos de amigos, nota-se uma difusão muito grande de adultos e jovens de todos os sexos e classe sociais que aderiram as sessões como forma de diversão. O que antes era bem restrito a poucos lugares, hoje encontramos espalhados nos bares e lounges modernamente equipados e luxuosos espalhados nas grandes cidades de alto indices culturais do nosso Brasil.

Diante do cenário, fica o questionamento: qual a sua tribo? Essa é uma pergunta que se estende a diversos tipos de pessoas. Passa do assalariado, que possui uma rotina atarefada e desfruta de uma simples sessão nos finais de semana para relaxar; chegando a atingir as classes A e B, menor em nossa sociedade, mas onde o poder aquisitivo é maior. O encontro das tribos fica a cargo da internet, posts em grupos e blogs especializados com setups caros e exclusivos borbulham a todo minuto, um verdadeiro encontro dos mais variados tipos de pessoas, confraternizando e porque não, conflitando sobre o assunto.

Seja como for, muitos jovens que hoje buscam um espaço no mundo do arguile, fator que evidenciado pelas mídias digital ou impressa, amanhã não se sabe se ainda estarão dentre o grupo dos admiradores verdadeiros ou se integrou apenas pela onda modista.

O que não se pode questionar é o quão atraente o arguile se tornou, com cada vez mais adeptos surge algumas dúvidas em minha cabeça: cabe a quem não deixar isso morrer? Será uma euforia passageira ou estará presente no dia a dia do brasileiro? Por quanto tempo ainda escreverei artigos e o número de leitores da HBE aumentará?

Bom, meu otimismo só permite pensar no crescimento da cultura e na união de todos: os que levam arguile quase como uma seita, os que fumam para relaxar com amigos e os que não fumam por puro preconceito.

Por: Sidney Gritti