Um raio-x das informações replicadas em blogs, grupos e canais de reviews no cenário do arguile brasileiro!

Dando sequência ao po­lêmico texto da edição de número XIII, onde lite­ralmente foram dados os nomes aos bois, foi dele­gada a mim a função de não deixar esse tema cair no anonimato. Mas como fazer isso? Pois se trata de um assunto bastante complexo e que envolvem além de “pessoas”, gran­des marcas e seus lordes.

A resposta é simples e sutil, o intuito da revista sempre foi este, me refiro desde sua criação, levar além de uma boa leitu­ra, demonstrar o meio atual sem algum tipo de tendenciosismo, isso é graças a mim e os demais envolvidos na produção da HBE não terem aquele famoso “rabo preso” com ninguém.

Conceitos a parte, possuo o estilo mais ácido e é com ele ponta dos dedos que vamos aos trabalhos.

Aquele saudosismo de sempre mencionado em minhas matérias ou co­lunas sempre foi abordar o início da cultura do arguile no Brasil, onde havíamos poucos bares tais como bom sabor, dentre lounges particula­res onde a pequena trupe se reunia pra falar sobre a shisha e mal dos outros amiguinhos. Nessa épo­ca, já começaram a surgir alguns canais virtuais sobre o arguile, o mais famoso deles era certa­mente poderoso chefão BDA, blog municiado com famosos endinheirados mas que sempre traziam tendências, até pelo fácil acesso dos mesmo com produtos importados. Esses recursos agradaram muito para o patamar atual de nossas sessões. A parte começa a ficar estranha justamente com o “BOOOM!” do BDA, pois logo na sequência veio o Blog Do Tio Bob, o mais popular blog voltado para o público do arguile, que

mesmo tendo em sua composição um nome de loja física, possuía algu­mas regras rígidas e sem­pre demonstrou ser im­parcial, agregando muito ao meio de lá pra cá.

Tornando quase impos­sível enumerar os canais existentes, sua grande maioria foi composta por algum fumeta frustrado falastrão (FFF), que prova­velmente vinha de bani­mento de outros grupos pelo seu ego inflado. O resultado era quase sem­pre o mesmo: criar seu próprio “fucking blog” de nome “super criativo”. Exemplos não faltam e está tão claro que hoje não seria necessário mencionar seus nomes. Alguns criados pra dene­grir imagem de marca X descendo a um nível tão baixo, que são capazes de atacar até mesmo os proprietários das marcas abordadas nos vídeos, ofendendo por suas características físicas. Outros criados no intuito de alavancar marcas e tentar implementar novas tendências que fujam do verdadeiro sentido.

A falta de bom senso é gritante e lamentável para quem presenciou os tempos áureos, por ou­tro lado fico feliz de ter vivido a época em que o arguile era o elemento principal.

Eu não quero mudar o que está feito, até por­que acredito não ter esse poder, a contaminação já se tornou irreversível e cada vez mais o comér­cio e o interesse em se aparecer das maneiras mais ridículas possíveis será maior, mas fica aqui meu relato de descon­tentamento com o que a maioria do público bra­sileiro vem fazendo com a nossa shisha, é de­primente, passando do menininho do sopro do coração que manda em vários adms famosos, ao YouTuber cancerígeno, por fim os famosinhos BBB que supostamente mandam e conhecem o “mundo” do arguile.

Por: Sidney Gritti