Mesmo sendo um espaço aberto a matérias informativas, tenho por base sempre escrever ou discorrer assuntos pertinentes ao núcleo do arguile, ou como costumamos dizer ‘dos bastidores’. O arguile no Brasil passou de um simples hábito nunca quisto por parte da sociedade para uma saída de muitos jovens que querem buscar de alguma forma o famoso status, seja ele pelas mídias sociais “restritas ao público da Shisha”, ou quem sabe fazer parte desse mundo que está se tornando alvo do entretenimento e para quem olha de fora, um modo fácil de ganhar dinheiro.

Tudo isso seria muito bonito se não fosse trágico, no ‘boom’ do arguile existiam alguns personagens emblemáticos, fossem eles os desbravadores do mercado ou os famosos “quem”, aqueles que de alguma forma eram bem conhecidos por frases prontas ou por histórias e ‘causos’ que somente quem vive o arguile vai saber e se recordar, e olha que poderia ficar uma edição inteira escrevendo sobre isso!

Pois bem, até agora muito saudosismo e melancolia, mas a parte começa a ficar estranha daqui em diante, nesse mesmo bastidor já comentado acima, sabíamos quem era o que, hoje entrou tanta gente que nem sabemos quem são, onde vivem e do que se alimentam, o fato que aquela pizza que antes dava para uma boa parte se alimentar, hoje está sendo dividido em pequenas porções ou aquele famoso aperitivo, ou seja, não há mais como viver com isso. Sempre foi falado de um enxágue necessário, e isso além de tempo viria com suas vertentes, pois bem esse parece ser o momento, em um período de recessão, ou mais um momento, o que mais se escuta neste núcleo é a mesma coisa: dias difíceis, mercado em baixa, marcas sumindo, lojas fechando e personagens mudando de hábitos. Antes todo cheio de pose, hoje se infiltrando em pequenos eventos fazendo ser visto e quem sabe lembrado, grandes nomes sendo apenas mais um no meio desse mundo, é galera… parece que esse é o momento da divisão, em que as potências ditaram as regras e quem não tem um suporte físico, emocional ou financeiro está fadado a virar mais uma página desse tablóide, ou melhor, desse magazine bimestral sendo lembrado em algumas sessões movidas a álcool e a longas lembranças de longos tempos que não passam de 1, 2 ou quem sabe 3 anos, nem é tanto tempo assim. Porém, como tudo mudou e ficou bagunçado, temos a certeza que pra muitos além do ferro, a modinha também passa, para outros isso estará presente todos os dias seja na sessão antes de dormir ou nas rodas de bate-papo com aquela frase: bons tempos!

Por: Sidney Gritti