Assim como a cultura atual o arguile/narguilé, ou em países de língua inglesa hookah/shisha tem sua procedência contraditória. Uma das teorias prováveis conta que os primeiros exemplares procediam de uma região da Índia quase fronteira com o Paquistão. Lá um médico teria desenvolvido para retirar as impurezas existentes junto a fumaça, o coco era utilizado como matéria-prima.

Hoje com o crescimento da cultura ao redor do mundo, subculturas e novas tendências são criadas, fácil de ser notado nos eventos e nas rodas de amigos, um verdadeiro ‘desfi le de moda’ com setups cada vez mais caros e materiais diversos.

Se na antiguidade utilizavam madeira e tubos que serviam de mangueira, nos dias atuais passamos do tradicional cobre para o inox e chegamos a materiais complexos. Essa derivação faz com que se tenha um público diferenciado e cada vez mais variado, partindo dos que se contentam em usar carvões de pólvora e tabaco de baixo custo, chegando à classe que vê no hobby uma maneira de ostentar, palavra que dita a nossa juventude. Antes o que ‘brilhava’ era a bebida, hoje essa expressão alcançou o mundo do arguile. As cifras são altas para acessórios ou mesmo para bons tabacos.

Independente da origem, sofisticação ou valor, o seu verdadeiro intuito permaneceu ao longo dos anos. Talvez a analogia mais simples é compararmos um rosh cheio a um copo de cerveja, seja numa casa de luxo ou num boteco de periferia, a alegria e o prazer do apreciador que desfruta sua sessão, transcende todo resto.

Por: Sidney Gritti