Vivemos em um mundo difícil para o nosso hobby. Não é fácil relaxar com uma shisha quando na televisão e em outros meios de comunicação colocam ele como se fosse tão perigoso quanto a bomba atômica. A visão de nossos pais sobre o arguile no começo, sempre foi relacionada a drogas, eles pensavam que fumavamos haxixe ou algum tipo de droga. Alguns amigos tiveram que preparar uma boa sessão de arguile para que eles podessem ver a realidade para que mudassem de pensamento ou ao menos a visão inicial.

Meu pai sempre fumava cigarros e charutos, adora café e bebe uísque escocês, mas nunca, nunca conseguiu fumar uma shisha das que preparo. Ele diz que meus arguiles fazem muita fumaça e que ele não pode fumar porque se “afoga”.

Há alguns meses, realizei o sonho de todos os jovens, por coisas da vida, voltei a morar com meus pais. Agora quando fumo no meu quarto, eles me dizem coisas como para abrir a janela e o que faço não é saudável.

O último arguile que preparei para meu pai foi o Trifecta Morning Glory, um tabaco preto com sabor de Café Spice (com algumas especiarias, cravo, canela, cardamomo etc.). Na Espanha, é muito difícil conseguir Trifecta e sinceramente fiquei decepcionado quando ele a rejeitou, por outro lado, há pessoas mais velhas muito mais abertas ao consumo do arguile, pois são fumantes a vida toda e veem no arguile uma opção menos nociva, mais saborosa e não deixam os resquícios do mau cheiro.

Pude perceber isso nas casas de amigos meus, nas reuniões para fumar, já que em bares e lounges os frequentadores  já tem a mente mais aberta, mas quando eles têm um narguileiro em casa fumando 24 horas por dia, as coisas mudam.

Longa vida aos narguileiros!

Por: Roberto Jekelo