Ironicamente o que começou como um hobby para alguns, modinha para outros é trabalho para muitos, seja ele formal ou informal. O arguile, hookah ou até mesmo aquela shisha bonita, vem sendo cada vez mais execrado, são críticas por meios ditos “responsáveis” que chegam de todos os lados, desde a mídia impressa com matérias tendenciosas em jornais “falidos”, passando pela mídia mainstream tida como formadora de opinião, na TV aberta e descambando até em outdoors espalhadas por cidades a fora.

Pois bem, até aqui, nada do que foi dito parece algo novo, correto? O problema está justamente nessa afirmativa, o meio do arguile é tão carente de dados criteriosos, estudos específicos e representantes sérios para responder algumas questões, que sofre inerte, sendo bombardeado e vestindo todas as fantasias de vilão que lhe é imposto.

Com todo esse enredo a pergunta mais simples é a seguinte: de onde saem tantas conclusões para tais meios fazerem suas reportagens tendenciosas e de certa forma irresponsáveis? Prefiro não acreditar, mas é bem possível que um jornalista meu companheiro de profissão, abra seu lindo MacBook e baixe textos genéricos, prontos, que aborde sobre o arguile, faça seu estudo raso e discorra tais palavras, originando mais um famoso Fake News.

Sabemos que em grande maioria essas matérias sensacionalistas não demonstram dados ou provas com fontes capacitadas, são simples testes e análises de resultados requentados, tomando como parâmetro a quantidade de fumaça em relação ao cigarro. Não se tem a real noção que está sendo falado, porém para leigos, faz todo sentido. Prefiro dentro do meu CONHECIMENTO empírico ou até mesmo demonstrado pelo guru “Caçador de Mitos” Eduardo Macário, que sim trouxe, mesmo que de sua forma simples e clickbait, uma análise clara e bem diferente sobre o tema.

Gostaria de um dia poder encontrar em uma mesa redonda os autores desses materiais, estudos famosos e tão replicados, e apresentar algumas perguntas: segundo a OMS, o único órgão que estudou a fundo o uso do arguile, quais foram os resultados em detalhes? Qual a metodologia? Como é citado pelos autores, números de usuários de arguile em território nacional, frequência de uso, foi feito uma espécie de pesquisa em campo?

E de uma vez por todas, uma hora de arguile equivale a quantos cigarros 10, 100, 1000? Entre num acordo, essa é uma curiosidade pessoal e toda semana os números são atualizados.

Por: Sidney Gritti