Dos containaiers perdidos para a posteridade à frutas repetidas,  oque ‘que vende mais’, do consumo banalizado.

Em meados de 2011, no Brasil, passamos a ter o famoso denominado mundo do arguile, com essa identidade vieram muitas coisas boas: marcas, empresas sérias, empregos diretos e indiretos sendo criados etc. Mas como nem tudo é Cane Mint, as laranjas podres do saco começaram a aparecer: aproveitadores, profissionais sem nenhum tipo de conhecimento técnico e cultural, desprovido de capacidade intelectual, que olhou com viés oportunista nesse meio uma forma de ganhar a vida, simplesmente brincando de empreendedor e muitos desonestamente.

Nesse contexto, tudo ou quase tudo que era construído em solo brasileiro vendia e rapidamente virava moda, temos como exemplo os pioneiros de Arguiles usinados, Hookah King “HK” e seus famosos POTR e KOTR, a Amazon buscando inovação também trouxe seus primeiros modelos, visando os detalhes em madeira como referência. Nesse BOOM, lembro-me de algumas marcas como Thunder, que conseguiu nesse nicho vago lançou as famosas mangueiras laváveis com os modelos que consistiam em básicos conduítes flexíveis, geralmente em silicone e piteiras com material de jardinagem hidráulica, uma ideia de baixo custo que, segundo os diretores da marca, permitiu mirar horizontes mais distantes, se tornando uma exportadora internacional.

Alguns bons exemplos foram citados até aqui, mas poderíamos falar de marcas e pessoas, containers invisíveis de tangiers, ou empresas brilhantes que jamais saíram do papel, no entanto o fato inegável é que o mercado cresceu e da mesma maneira seu leque de marcas, número de consumidores e tipos de produtos. Na mesma proporção em que coisas boas e ruins surgiram o inevitável aconteceu, a bolha do ramo, aquele mercado carente do recente passado passou a se tornar saturado, não havendo mais espaço para ideias inúteis ou materiais importados de baixa qualidade, o público criou identidade, corpo e passou a exigir mais. Hoje os fumeirinhos sabem tanto do mercado quanto os fabricantes quase sempre amadores e vou além, entendem de material, local que fabricam e os preços. Isso não é tão comum em outras áreas, já percebeu? Essa “alavancada” está passando mais uma vez por mudanças imprevisíveis. Qual tabaco entrará no toplist da galera? Impossível afirmar, já que marketing cada vez mais agressivo vem ditando as regras e as variáveis que deveriam importar se tornaram menos visíveis.

Uma forma de exemplificar meus argumentos é levá-los a uma reflexão sobre o tabaco consumido no Brasil, que ultimamente se resume a sabores adocicados:  melão/melancia e mentolado, diferente de alguns anos atrás. Não sou a favor da morbidez de mercado ou paladar, mas o Brasil está se tornando alvo de empreendedores e marcas e sua massiva propaganda distorcida. Somos bombardeados por mais do mesmo, fumos de mesmo sabor e qualidade com embalagem diferente. Diante desse mar de incertezas, nos resta aguardar e ver quais serão as “novas novidades”. Adianto que projeções desde que vos escreve não são otimistas.

Por: Sidney Gritti