A avalanche devastadora dos carvões ‘nacionais’ que submergiu o mercado em qualidade suspeita.

Muito se fala sobre a qualidade dos carvões para arguile, chovem reclamações em grupos na internet e quase todas as marcas já foram alvos de algum cliente insatisfeito.

Os carvões para arguile comercializados no território nacional são 90% importados da China e Indonésia. Acredito que a maioria já saiba das importações, portanto, um exercício de lógica pode lhe levar raciocinar o ponto central deste texto: lotes irregulares.

As marcas de carvão praticam um belo marketing de seu produto, fator muito importante para a venda, mas por vezes o que é prometido nessas propagandas são meras falácias, simplesmente porque fogem ao controle do staff das marcas. Como disse os carvões são importados de outro continente e ter um funcionário de confiança in loco, full time inspecionando a produção seria um custo alto que refletiria no bolso dos fumantes, substituindo as reclamaçãos, migrando da qualidade para o preço elevado dos carvões.

Não quero aqui fazer o papel de polemizador, muito menos atacar as marcas de carvão, pelo contrário, entendo os serviços prestados por elas, mas questões devem ser levantadas em torno dos fatores que influenciam diretamente a qualidade de um gigantesco lote de carvões despachado em containers para o Brasil: variações do clima, transporte, sem falar na incerteza quanto à qualidade da matéria-prima utilizada.

O baixo preço na produção de origem asiática, faz os importadores terem dores de cabeça quando um lote apresenta problemas, afinal, serão meses até esgotar todo aquele carvão ‘ruim’ e muita reclamação. Conheço pouquíssimas marcas que optam pela produção nacional ou praticam rigorosos controles. Não cabe a mim citar nomes, mas de uma coisa estejam certos, a garantia de um bom carvão soa para mim como oração dos importadores, torcendo para que venha um produto vendável que lhe garanta alguns meses de paz e clientes sorridentes fazendo propaganda gratuita.

Por: Sidney Gritti