A influência das puxadas no arguile na prática esportiva. Sidney nos conta sua experiência no ciclismo!

Nesta edição resolvi abordar um tema presente em minha vida e acredito que na de muitos leitores: a infl uência do arguile na prática de esportes.

Para quem me conhece, mesmo que por redes sociais, sabe que além do arguile divido meu coração com outras paixões e uma delas é o ciclismo. Seja Mountain Bike ou arriscando no Speed, amo pedalar e há anos treino com empenho de atleta intermediário, que não é profi ssional a ponto de viver do esporte, mas compete campeonatos de grande visibilidade nacional.

Por incrível que pareça fumo arguile há mais tempo que pedalo e isso me impossibilita afirmar o quão prejudicial foi o tabagismo no meu rendimento como atleta, no entanto, vou tentar deixar claro algumas coisas através de experiências próprias e de amigos que fumam arguile e praticam esportes.

Raramente atletas de elite fumam, pois sabem a piora de rendimento que o CIGARRO traz, isso é cientificamente provado. Centenas de milhares de artigos na internet vão trazer muita informação sobre esse assunto, mas no caso do arguile todos sabem que não temos um estudo específico, apenas a velha falácia: “Uma hora de arguile equivale a cem cigarros”. Estamos cansados de ouvir essa afirmação vaga e que faz uma comparação tendenciosa. Enquanto uma pesquisa séria e imparcial não aparece, temos de conviver com os resultados de exames postados em grupos dos nossos queridos adeptos ao arguile.

Não tenho pretensão em levantar uma bandeira em prol do arguile para atletas, prefiro que eles fiquem do nosso cachimbo, ele faz mal à saúde sim, um preço a se pagar pelo prazer de uma boa sessão. Por outro lado, conversando com amigos que fumam arguile e praticam exercícios cardiorrespiratórios pelo menos 3 vezes por semana, cheguei à conclusão que até o presente momento sentiram pouca ou nenhuma interferência no desempenho.

O relato mais interessante que obtive foi de um amigo praticante de jiujitsu, treina de 3 a 4 vezes por semana, participa de campeonatos e diz que o arguile é terapêutico após aquele dia cheio de trabalho e treino. Ele gosta muito da arte marcial e se dedica como alguém que deseja evoluir, mas não a ponto de se tornar profissional. Após ficar mais de 15 dias sem fumar arguile notou NENHUMA melhora no seu fôlego durante os treinos: “… acho que esses dias sem fumar não fizeram diferença no meu rendimento, diferente disso, teve uma vez que senti uma brusca queda no meu condicionamento e dificuldade para respirar durante a atividade quando fiquei sem praticar. Tive uma lesão relativamente séria e fui obrigado a ficar 20 dias parado, então quando voltei, tive sérios problemas para me readaptar.”

Essa matéria infelizmente não comprova nada, mas com os meus anos no esporte e conversa com amigos, cheguei à conclusão de que o sedentarismo e essa visão preconceituosa sobre a fumaça branca e densa acaba tornando tudo pior. Muitas pessoas dedicam suas vidas ao trabalho, estudos e gostam de fumar arguile, de repente, quando se arriscam a praticar um exercício, sentem-se mal, com difi culdades e fôlego limitado, reação óbvia e totalmente esperada de uma pessoa sedentária. Complicado pensar que você não está preparado AINDA e que para melhorar seu desempenho, terá que trabalhar duro por algum tempo, portanto, é mais fácil afi rmar: “esse arguile está me matando (rs)” e desistir, viver na zona de conforto e delegar a culpa para outros agentes.

Sou um total entusiasta do esporte, seja ele qual for, pratique! Sei que fumar arguile concorre a prática esportiva, mas talvez longe do que pensam, o maior fator pode ser sua mente, seu pensamento pequeno e preguiçoso que impede de se lançar e conciliar as duas coisas. Não digo que você é obrigado a gostar, mas quando for dar a corridinha na esteira para queimar as 12 pizzas que comeu no final de semana, não culpe o arguile pela derrota.

Por: Sidney Gritti