Há anos atrás quando fazíamos vídeos para o Blog do Arguile, nosso intuito, além de passar o máximo de informação que podíamos, era ajudar os nossos queridos fumeteiros a saber o que comprar, pois o acesso aos produtos era esculhambantemente mais restrito. Estamos falando de uma época onde se importava quase 90% das coisas. Hoje você consegue encontrar de tudo em qualquer esquina, graças ao crescimento meteórico do mercado arguileiro no nosso querido Braza.

Com isso houve um boom exponencial no YouTube, no que tange os conteúdos relacionados a arguile. Sabemos o quanto nossa cultura se difundiu de uns anos para cá, mas essa noção ficou muito mais clara a partir do momento onde ter um canal sobre arguile no YouTube se tornou uma possibilidade concreta de NEGÓCIO.

Também pudera: a exposição gigantesca que os maiores canais do ramo oferecem é o que todo comerciante pediu a Deus, é a possibilidade do seu produto invadir milhares de casas ao redor do MUNDO em questão de horas.

Isso tem que valer alguma coisa, certo?!

Porém é aí que começamos a ter alguns problemas…

O que antes era uma vontade de levar informação para o maior número de pessoas possível, se tornou uma corrida patética e encarniçada por atenção e dinheiro. Muitos canais são criados justamente para ganhar produtos ou patrocínio das marcas. Não há um planejamento para criar um conteúdo legal e diferenciado, ter uma produção bacana, ser uma pessoa comunicativa. Há apenas o foco em copiar uma suposta fórmula de canais que já estabeleceram sucesso.

O que essa molecada não percebe é que todos os grandes que estão aí hoje, mostrando que há uma chance de se viver apenas disso, não tão nessa há algumas semanas e nem começaram com o foco nisso. Foram pessoas que começaram a trabalhar pelo mais puro amor à camisa, na correria pesada, tendo que gravar e editar vídeos depois do trampo, faculdade, de madrugada, sem receber uma caixinha de 50g de fumo, sequer um puto em troca, muitas vezes nem um “muito obrigado”. Aliás, o dinheiro era total INVESTIDO em produtos para gerar conteúdo para os poucos inscritos que acompanhavam no comecinho do corre.

E não vamos nem comentar sobre esses canais que nascem e morrem prematuros, porque só de pensar nesse assunto o sangue ferve de um jeito que dá para acender umas 12 peças de carvões hexagonal.

O pagamento que tínhamos eram aqueles 2 ou 3 comentários que apareciam nos vídeos, elogiando o conteúdo, a edição, a clareza da informação, como também xingando e constatando que o conteúdo era asqueroso. Podemos garantir para vocês que não tem dinheiro nesse mundo que pague isso, quando você realmente faz a parada porque gosta. E é esse tipo de pagamento que deve ser perseguido hoje em dia, pois quando você mostra um trabalho de responsa, corre pelo certo, busca melhorar para poder levar um conteúdo sólido para os seus seguidores e faz disso seu combustível, aí meu amigo, não tem boi, o sucesso e o mundo tão na palma da sua mão!

Por: Pombo de Adão