Em caso de incêndio, luzes de emergência se acenderão direcionando sua saída segura pelas extremidades da sala de cinema!

No decorrer da história nessa terra tupiniquim o arguile passou de cultu­ra árabe, celebrado em festas temáticas, para “modinha” das baladas e as famosas PVT’s. Assim como em qualquer outro segmento começaram a surgir ícones do meio, pessoas que produziam sites, blogs e vlogs criati­vos, alguns não perderam o objetivo e continuam sendo reais, outros ape­sar de ostentar até no nome, não passam de panela do BBB ou des­se arguile em forma de clube, que não passa de blog de arguile.

Mas vamos lá, sim! Quem desse meio nunca ouviu ou presenciou aqueles medalhões, como esse “homão da porra” que vos escreve, parado em meio a uma galera em evento ou mesmo lugares públicos. Seria muito bo­nito se isso não passasse por cima do real intuito do arguile.

Com a modernização e crescimento do número de reviewers, com vasto conhecimento adquirido em um ou dois meses de experiências em sua mesa arsenal, constituí­do em material usinado e tabaco do tio San com escritas manuais, refri­gerados ou climatizados em geladeiras de última geração, obviamente a qualidade da informação despencou feito um rosh mal encaixado. Saíram de cena os que de fato deram a cara a tapa com dificuldades e sem ganhar nada em troca e entraram os descolados e cheios de bordões: tem o do “xau brigado”, “xa­blau”, “perdeu playboy”, “celebridade mor”, e o que encara um persona­gem imaginário no mundo dos fumetas. O nível de ridicularidade é suficien­te para encher todas as páginas da HBE, mas não seria um bom uso delas, então vamos deixar nas entrelinhas, afinal hoje é mais fácil entrar em contato com Michael Dou­glas do que com alguns fabricantes e reviewers, estamos presenciando o estrelismo através do arguile, ESTRELISMO que combina com OPORTU­NISMO, consequência de uma busca incansável por 15 minutos de fama.

Apesar de garotão recém-saído da adolescência, meus olhos são treinados o suficiente para afirmar que as verdadeiras estre­las do arguile raramente recebem o reconhecimen­to devido, uma vez que não perdem seu tempo buscando isso. Essas pessoas estão trabalhan­do, alegres e focadas em realizar algo grande em prol do amadurecimento da cultura ou talvez até nascimento de uma aqui no Brasil. Vamos desen­volver nosso sistema de filtragem e buscar conhe­cimento nas verdadeiras fontes, caso contrário a evolução seguirá cami­nhos turvos e nebulosos por uma “fumaça zika dos nargs que carbura muito”.

Por: Sidney Gritti