Como todo bom brasileiro deixei para arrumar a mala no dia da viagem, roupas colocadas e lógico check list do arguile completo.

Vamos lá, cintos afivelados e o comandante avisa que a decolagem foi autorizada pela torre de controle. São 1:25h e teremos pela frente quase 7 longas horas de vôo.

Entre uma cochilada e outra, despertei com o sol batendo na janela, eram 7:30h e pousamos no aeroporto internacional de Punta Cana.

Chegamos e logo de cara já temos que preencher 2 formulários: um de imigração e um comparado ao da receita federal quando se chega ao Brasil vindo de outro país, onde temos que declarar alguns tipos de bens que estejamos levando conosco. Pegamos a fila e pagamos uma taxa de turismo de 10 dólares, depois a fila da imigração, onde consultam e carimbam o passaporte, e estamos liberados para desfrutar do paraíso.

Dica 1: Leve caneta e ao menos uma nota de 10 dólares, eles têm problemas com troco.

Dica 2: Nunca deixe que carreguem sua mala do aeroporto até o táxi, pois eles vão querer tip’s (gorjeta) e com dólar em alta, dar gorjeta se tornou muito mais caro.

Entramos no táxi e vamos para o hotel Bavaro Princess, no táxi já começamos a conversar e planejar como seria nosso dia e nossa semana de férias. Óbvio, pensamos em logo acender o arguile. Avistamos pela janela do táxi um Hookah Lounge, chamado Black Diamond, que fica na frente do resort! Pronto agora sim, Caribe, resort all inclusive e hookah lounge na frente do resort, semana tá feita, ou não.

Feito o check-in, agora começam as férias! Quarto top, frigobar cheio, hora de dar aquela relaxada no banho gelado (afinal estava 35ºC) e fumar um rosh. Na verdade tivemos que ficar só com o banho gelado mesmo, tomada lá é padrão americano e o fogareiro é padrão brasileiro, toca sair correndo e comprar o adaptador de tomada, o problema é que na volta a preguiça e calor falaram mais alto e acabamos ficando pela piscina mesmo, sem arguile mas com o bar dentro da água.
Hehehe.

Dica 3: Levem adaptador de tomada, um custa entre US$4 e US$6.

Legal, após sair da água todo enrugado, hora de ir pro quarto e fumar aquele tão esperado rosh, tudo ok, bora experimentar um mojito com o ar condicionado regulado para 17ºC. Ah… que beleza! Ai é vida que segue e à noite baladinha na praia.

Segundo dia passeio ao Dolphin Explorer, vamos ‘brincar’ com golfinho no parque que fica na praia Cabeza de Toro. No estacionamento já dá pra ver alguns animais legais: araras, macaquinhos… Como compramos os passeios aqui no Brasil, lá nos ofereceram upgrade, mas não fechamos porque achamos desnecessário (Dica 4). Um guia nos explicou como funcionava a esquemática do parque (em inglês e espanhol) e nos levou para tirar fotos com o Franklin, um leão marinho gigante e bem tranquilão que faz pose beijando nosso rosto. Depois descemos até a água e logo o treinador de golfinhos chega com Turey, o golfinho que vai fazer o show. Dura cerca de 30 minutos e é espetacular, é uma sensação única, vale a pena os 100 dólares.

Dica 4: Outros parques também fazem esse tipo de passeio, fizemos um em que pudemos tocar no golfinho e ‘dançar’. Alguns permitem que você nade e seja empurrado pelo golfinho na água, irá gastar mais 70 dólares.

Dica 5: Lá tudo é pago, leve dinheiro caso queira fotos com o golfinho.

Combinamos de ir à noite ao hookah lounge. Saindo do hotel um cara bem suspeito veio até nós e mostrou o crachá do hookah lounge, convidando para conhecermos. Fomos e lá haviam alguns arguiles em garrafa de bebida, só! Falamos que queríamos fumar arguile, hookah, shisha e a resposta foi medonha: ‘no, no, no, tem marijuanna, cocaine e para injetar’, ficamos assustados e falamos que não, que queríamos apenas ‘smoke hookah’ e novamente ele veio com a mesma proposta. Decidimos que ali não era nosso lugar, saímos quase correndo do lounge, pegamos bebidas, fomos para o quarto e fumamos lá mesmo.

Fizemos também um passeio de buggy, fomos pilotando seguindo um guia pelos vilarejos pobres da região. A parte desagradável do passeio é que crianças correm atrás do carro pedindo um dólar, além de assustar, irrita um pouco pela agressividade que vão para cima do carro, arriscando caírem e causar um acidente. Paramos em um sítio onde são feitos charutos, licores e bebidas de café, cacau entre outros. Depois fomos a Gruta Azul, uma piscina natural de água doce dentro de uma caverna. Após o susto de pular de uma altura razoável, vem a parte gostosa: água doce, gelada e totalmente transparente, impressiona.

Após 5 dias achamos uma tomada na praia e então levamos arguile, aí vocês vão me perguntar: por que não levou montado com carvão aceso dentro do controlador? O resort é tão gigante que pegávamos um trenzinho para ir à praia. Seria bem ruim andar com carvão aceso, chacoalhando e passar por grande concentração de pessoas, a brincadeira poderia ser perigosa.

Levamos o arguile para a piscina e acreditem, paramos a piscina! Muitas pessoas, de criança a idoso, chegavam com diversas perguntas, entre elas: é um bong gigante? É alugado? Quanto custa? Onde é feito? E alguns gritavam de longe, ‘hookaaaahhh!’, viramos o centro das atenções, foi engraçado!

Os hotéis têm vários restaurantes, aproveitem. É difícil achar essência, carvão ou qualquer outra coisa para arguile então, levem do Brasil. Tem alguns shoppings e o Cocobongo que é uma balada com diversos shows próximo a praia de Bavaro, se puderem e tiverem dispostos a ir, aproveitem.

Levem trocados para dar de gorjeta e uma dica é trocar dólar por pesos dominicanos lá. Fora do hotel eles tem o péssimo hábito de tentar vender tudo a qualquer preço, e pedem gorjeta pra tudo, até pelo ar que se respira.

Punta Cana é simplesmente linda, como todos os lugares tem seus problemas, mas a cidade é apaixonante e perfeita para relaxar e fumar um rosh.

Se tiverem a oportunidade façam essa viagem!

Por: Redação HBE