Fala meus queridos!

Mais uma trip da HBE e dessa vez fui conhecer Paraty no Rio de Janeiro. A cidade foi fundada em 1667, teve grande importância econômica devido aos engenhos de cana-de-açúcar, chegou a ter mais de 250, hoje conta com apenas 7. Sua cachaça chegou a ter tanta fama pela qualidade, que custava mais caro que outras do país, não que hoje seja barata, mas vale a pena experimentar. Cercada pela mata atlântica, você acaba tendo a sensação de cidade do interior, ainda tem a opção de conhecer belas cidades vizinhas como Cunha e Trindade. Vou tentar passar um pouco da minha experiência e dicas que consegui absorver.

Primeiro e mais importante, o local onde se hospedar. Paraty como ponto turístico tem várias opções de hospedagem, optei por algo fora do agito, sem muita badalação e fiquei no Chalé Paraty Real a 10km do centro. O chalé fica na estrada Paraty-Cunha que está sendo toda restaurada, e todos aqueles buracos ficaram no passado. A pousada me surpreendeu, tem apenas oito chalés com cozinha completa e varanda com rede (Dica: o chalé 01 é o único com lareira), possui uma cachoeira privativa no terreno, o destaque, e charme principal, foi para o café da manhã, por volta de 8hs. uma cesta de café da manhã é colocada em um suporte na entrada do quarto e você retira a hora que acordar. A cesta é bem completa e bem servida, sempre sobrava coisas para aquele lanchinho da tarde.

Quanto aos passeios, conhecer o centro histórico de Paraty é imperdível, aconselho ir no final da tarde e de tênis para caminhar nas pedras ‘pés de moleque’ que fazem o calçamento das ruas. Lá é o lugar certo para comprar as lembrancinhas, tomar bons cafés, ver shows ao vivo, conhecer gringos e também almoçar ou jantar, indico o Gininha Restaurante onde servem uma feijoada de frutos do mar deliciosa.

Conhecer a antiga vila de pescadores de Trindade é quase obrigatório, apesar de ter perdido um pouco o glamour de antigamente devido a chegada do asfalto (tirando toda a diversão da ‘Ladeira do Deus me livre’) e ter virado point. Vale a pena conversar com os ‘locais’, conheci o Luiz H. Jorge que é músico, poeta e vendedor ambulante. Apresentei um pouco da cultura do arguile e aprendi um pouco mais com as histórias de Trindade. Aconselho almoçarem ou petiscar com uma cerveja gelada no Ancora’s Bar e Restaurante – Rei do camarão, que é sensacional. O dono é quem prepara os pratos e não revela a receita, o preço é justo e convidativo. Do píer onde ficam as mesas dá para ver alguns barcos retornando da pesca.

Mas se você quer realmente conhecer uma vila de pescadores rústica, não deixe de ir à Praia do Sono. Tem duas maneiras de chegar: por trilha de +- 1:30 de caminhada, mas a trilha é boa; ou por barco +- 15min., pago R$ 25,00. Lógico que o meninão que se acha esportista foi e voltou de trilha (as dores na perna vieram no final da noite). Dica: arrume sua mochila com os itens do arguile, fogareiro a gás ou o velho e bom carvão de pólvora. O local é perfeito para curtir aquela boa sessão, mas não tem tomada para acender o fogareiro convencional. Vale muito a pena pelo visual.

Já para quem curte cachoeira, indico a Cachoeira do Tobogã e peça uma mesa no Poço do Tarzan, um bar que fica ao lado da Cachoeira. Este é outro lugar onde se perde um dia só aproveitando o visual.

Paraty também tem suas baladas, mas como já estou em outra vibe, acabei mesmo curtindo mais um passeio para relaxar.

Para mim Paraty é uma cidade quase perfeita, onde você encontra praias, cachoeiras, clima de campo, cidade histórica em um único lugar. O que falta então? Uma boa loja de arguile, então faça seu check-list arguileiro e tenha uma boa sessão numa ótima vibe!

Espero que tenham curtido e até a próxima Hookah Trip!

Por: Fabio Vilariño