Viajar sempre é bom, não é mesmo? Melhor ainda se for para aprender mais sobre um tema que amamos. Tive a honra de ir à Rússia para participar do ‘Hookah Club Show’, conhecer a cultura local e degustar boas shishas nos lounges mais comentados do mundo inteiro.

A cidade escolhida para seis dias de aventura e momentos únicos foi São Petersburgo. Logo de cara pode-se perceber a inigualável arquitetura russa, repleta de lindas construções.

A primeira experiência foi a degustação de um genuíno Strogonoff, prato criado no país e levado posteriormente ao Brasil. Feito o almoço, fomos conhecer o renomadíssimo TNG Lounge (Tangiers Lounge). Nunca tinha visto que algo minimamente semelhante. De um ambiente único até um serviço impecável de preparo, comunicação e higiene. Obviamente o tabaco escolhido foi da marca americana que leva o nome do estabelecimento. E consequentemente a experiência se tornou ainda mais intensa em todos os sentidos. Desde um excelente blend até uma atenção especial por ser um turista! Aprovado!

O que vale ressaltar nas visitas à lounges é a preocupação com relação a higiene, seja por parte dos consumidores ao degustar uma sessão, até o próprio ambiente estar bem cuidado para receber toda a clientela.
Outra visita sem igual foi ao Hookah Place, franquia de lounges existente há certo tempo e hoje conta com 180 pontos ao redor do mundo. Incrível, né? Além de sermos prestigiados com intensos e incríveis ‘mixes’ clinicamente bem preparados, fui presenteado com um cartão dedicado com meu nome. Uma receptividade fora do normal. O que mais me chamou atenção neste local foi o estilo grunge, voltado para uma temática “rock old school” com leves traços modernos.

Ainda tive tempo de visitar muitos outros lounges, mas o resumo da ópera: profissionais capacitados a ponto de um atendimento tão bom quanto um restaurante de qualidade, Hookah Masters (chefes de preparo) com alto conhecimento de marcas, sabores, misturas e o que combina com cada perfil de cliente. O estudo deles em relação ao mundo do arguile é diário, não trabalham somente como pessoas que despejam o fumo escolhido no rosh e furam o alumínio. Até mesmo, porque na Rússia usa-se muito os controlador de calor. E sem contar na ideia de lounges no estilo sentado e de conversação, o que permite uma degustação mais minuciosa, proveitosa e saborosa.

E agora vamos falar do evento. Mais de 10 mil metros quadrados, 8 a 10 mil visitantes em apenas dois dias e expositores de diversos países. A maior feira de arguiles da Rússia apresentou uma estrutura fenomenal como uma exposição precisa ter: corredores padrão, stands bem visíveis, filas organizadas e logística excelente de entrada e saída.

De forma impressionante o evento conseguiu comportar todas as pessoas sem que houvesse mínimo questionamento sobre a estrutura. E lá não tem essa de levar seu arguile e arranjar uma mesa para sentar, degustação é feita nos próprios stands. Particularmente acho muito válido pois aproveita-se mais para experimentar do que só degustar daquilo que já nos agrada. Provei bacon, passando por castanha de caju, chá brasileiro e até um clássico limão pra ver como eles preferem os cítricos.

O ponto alto de toda essa caminhada por São Petersburgo foi o Hookah Battle, competição criada pelos Russos para julgar quem é o mais habilidoso e técnico ao construir um arguile inusitado. É como assistir e participar da Copa do Mundo no Brasil. Cada ideia fora da caixa que me deixou de boca aberta, e um esforço descomunal para chegar no topo da batalha. Fora as apresentações iniciais antes de degustarmos os arguiles, comidas que foram servidas de diversos países e a conectividade criada entre o júri. Participaram comigo Brandon dos EUA, Mehmet da Turquia, Norberto da Espanha e Oleg da Rússia. Ali pude sentir como jamais havia sentido que o arguile uniu tanta gente diferente em um só momento.

De fato, só tenho a agradecer a organização da Hookah Club Show por me proporcionar este momento único. Teve ainda uma hora de palestra minha no primeiro dia de evento na qual abordei bastante sobre o nosso mercado. E também dizer que o Hookah Battle já se tornou um grande parceiro e não mediu esforços para que estivesse presente também. Ano que vem estarei de novo. E quem quiser fechar a van, basta me avisar!

Spasiba (obrigado em russo).

Por: Gabriel Sakamoto