Fala-se tanto sobre a falta de novidade e criatividade no mercado nacional do arguile. Tudo bem, concordo que em algumas situações é complicado trazer algo totalmente revolucionário e diferenciado, porém temos que nos atentar às demais culturas do arguile, aquelas oriundas de outros países.

Wookah, arguile de madeira e inox criado na Polônia com traços inconfundíveis, estética incrível e funcionalidade de um excelente arguile. Caro? Sim! Diferente? Com certeza! Ao mesmo tempo pude presenciar Flue Box, arguile de acrílico da Rússia com um desenho totalmente inédito. Matérias-primas distintas com finalidades idênticas, entretanto com uma variedade em design, tamanho e personalidade. O valor total do segundo arguile citado não paga a mangueira premium do setup polonês.

Acredito que ainda há espaço para novidades e pouco provável para inovações extremas, porém temos que refletir sobre o quanto nosso mercado e produtores evoluíram ao longo dos anos, sendo um mercado novo se comparado aos norte-americanos, europeus e povos do Ocidente. Muita coisa que se cria ou se criou em solo brasileiro serve de inspiração para os “gringos”. Isso só mostra a nossa força, qualidade e dedicação na hora de se colocar a mão na massa, sempre em prol de um cliente satisfeito.

Outro fator que não nos permite criar um Wookah da vida é a falta de recursos ou mesmo conhecimento, visto que mais uma vez entro na parte que o arguile no Brasil cresceu de forma desordenada e rápida demais. Porém num futuro próximo consigo imaginar uma produção mais intensificada com o uso de matérias-primas diferenciadas, podendo chegar até na tão comentada fibra de carbono. Por que não? O DNA verde e amarelo é poderoso demais, basta pensarmos um pouco melhor sobre nossa atual situação e o que podemos tirar de proveito para um futuro com mais melhorias. Beijos e abraços…fui!

Por: Gabriel Sakamoto