Toda vez que essa palavra surge na conversa de um ‘arguileiro’, logo vem em mente um arguile de madeira, com rosh de barro, carvão vegetal e essência duas maçãs. E isso faz sentido. Tradicionalmente, o arguile é consumido dessa forma a mais tempo do que podemos imaginar, justamente por se tratar de algo cultural. Mas isso significa que, quem fuma um arguile de alumínio, com rosh phunnel e três carvões de coco, está indo contra a tradição? Claro que não!

Nosso maior problema enquanto ser humano é acreditar que o significado e valor das coisas se encontram nos objetos. Muito pelo contrário, a tradição nos mostra que independente de marca ou produto, o arguile se faz presente como um belo ritual ou cerimônia seja ela individual quanto coletiva, para unir ou reunir pessoas e pensamentos.

Vou explicar melhor: os produtos atuais do mercado realmente possuem uma evolução na questão de qualidade e desempenho, e isso é um fato indiscutível. Mas nos enganamos quando pensamos que uma sessão de arguile só será prazerosa com produtos específicos, narguiles X, essência Y e carvão Z.

O que torna qualquer sessão de arguile prazerosa é o momento no qual se fuma, assim como as pessoas que nos cercam e partilham a sessão conosco.

Se essa lógica não faz sentido, me explique: como o mercado de arguile ganhou interesse 10 anos atrás, e porque as pessoas fumavam se os únicos produtos disponíveis na época eram os arguiles chineses, carvões de pólvora e essências com durações de 30 minutos? E mesmo com poucas opções na época, o público passou a crescer e aumentar.

É claro que nós, como amantes deste hobby e dessa cultura vamos sempre prezar pela maior qualidade daquilo que consumimos. Apenas não esqueçam a real essência que rodeia o mundo arguileiro: um bom momento, um bom papo e boas risadas. Isso é tradição!

por: Eduardo Macário