Em meio a um mundo do arguile modernizado, uma parcela de novos apreciadores tentam freneticamente apelar para a tradição por uma busca por autoafirmação ou demonstração de conhecimento sobre o mesmo. Mas o que isso significa num país com tantas mesclas e adaptações como o nosso? Na minha singela opinião? Nada.

Hookah, shisha, narguile, narguila, arguile, narguilé e outros. Inúmeras são as formas que podemos chamar o nosso instrumento social, com experiências inimagináveis e prazerosas. Além disso, o Brasil abraçou essa cultura de tal forma, que podemos dizer que o brasileiro tem a sua própria tradição no ato de fumar um bom tabaco.

Pense agora: quem criou os arguiles usinados? Quem faz os melhores e mais caprichados mixes de sabores? De qual país nasceram tantas stems, pratos, mangueiras e cerâmicas, capazes de povoar uma Europa com tantos produtos? Sim, nós! Ainda não ditamos o mercado, porém já somos vistos de outra maneira.

Valorize o que nós plantamos e estamos cultivando. Nós temos nossa própria tradição, independente de bairro, cidade ou estado. O brasileiro já tem o seu modo ímpar de preparar e fumar uma shisha. Feche a gaveta com as duas maçãs dentro e abra a cabeça para ver e sentir as nossas particularidades no mundo do arguile.

Por: Gabriel Sakamoto