O ano de 2019 foi atípico para o mundo do arguile. Tivemos situações incomuns se comparado a outros anos. Para começar, a Expo Hookah não aconteceu. Esse tem sido desde seu surgimento, o maior evento de narguilé da América Latina e isso por si só já causa estranheza em quem trabalha no mercado e o acompanha de perto.

Não obstante, quase tivemos uma proibição do narguilé no estado da Califórnia, além da aprovação da PLS729/2015 no Senado brasileiro. Além de municípios brasileiros que começaram uma guerra contra o narguilé, como por exemplo a cidade de Mogi.

É difícil saber o motivo de tudo isso. Podemos atribuir ao preconceito que a sociedade tem com uma cultura secular ou à falta de informação.  Também ao início de um governo mais conservador em relação aos governos anteriores, a banalização da cultura de alguns consumidores somada ao fácil acesso de produtos, aos interesses de meia dúzia de pessoas que possuem muita influência, mas sequer sabemos quem são. Ou simplesmente seja uma coincidência. Talvez tenha sido apenas um ano em que muitas coisas aconteceram e poucas foram compreendidas. Só nos resta acreditar que 2020 será um ano melhor. E há de ser.

Por: Eduardo Macário