Sou brasileiro, descendente direto de italianos. Fumo pois o ritual do arguile me encanta, me relaxa, trouxe muitos amigos e aprendizado.
Muitos falam em cultura do arguile, mas não sabem do que estão falando, pois desconhecem a etimologia e significado desta cultura.
Só quem pode falar com propriedade desta cultura são os que tem descendência de tribos árabes, ou parentes no oriente médio, de maneira direta.

Temos que parar de defender a cultura que tanto bradamos, como se fosse parte da cultura do nosso país. Daqui há uns 200 anos, se ainda estivermos fumando e fazendo boas sessões com os amigos, aí sim poderemos dizer que faz parte da nossa cultura, difundida pelos povos do oriente médio. Mas hoje, não faz.

Cito isso pois muitos defendem o respeito a cultura, sendo que não respeitam o cara que fuma seu “china”, muitas vezes com duas mangueiras, com carvão de pólvora e a pior essência do mercado; onde o “fumerinho” está todo feliz e se divertindo com seus amigos. Aparecemos com nossos arguiles de marca, caríssimos, com carvão de coco e fumo ultra gold premium, e acabamos com a diversão humilhando o cara, pois não temos o respeito que vomitamos tanto. Aí, ao invés de mais um parceiro de bons momentos, ganhamos inimizades, pré-julgamentos e mais desavenças… Como se nesse mundo já não tivesse o suficiente. Como se fossemos melhores por termos melhores condições.

Então, antes de respeitar a cultura, que tal respeitar o ser humano! Em alguns países, ter arguile na casa da pessoa e ela não lhe oferecer, significa que você não é bem-vindo, apenas tolerado. Como diria o saudoso Sabotage: “Respeito é pra quem tem”!

Namastê