Me recordo a uns 10 ou 15 anos atrás, o arguile que era encontrado nas casas de descendentes árabes ou pessoas que viajavam para países na qual a cultura de consumo é muito forte.

Porém, houve um boom. Como tudo que é novo, gera-se desconfiança. A desconfiança deu lugar a curiosidade, a curiosidade ao conhecimento e o conhecimento ao consumo. Mesmo com a escassez de produtos para a apreciação, como os aparelhos adequados e os acessórios – uma que não era comum encontrar loja especializada – ainda haviam aqueles que persistiam.

Atualmente, centenas de dezenas de várias marcas enchem as prateleiras de lojas especializadas. Com o aumento na procura, os gostos ficaram mais refinados e a busca pelo melhor e o público consumidor aumentou.
Com o refino no gosto, produtos melhores surgem e o preço aumenta. Porém é correto aumentar o preço de produtos que têm se tornado tão populares e têm animado os lojistas?

Existem diversos debates acerca dessa questão. Como outras que envolve essa nova realidade. E os tributos? Continuarão altos? A fiscalização continuará complicando a vida do lojista para que o produto chegue ao consumidor? Será realizada uma – sonhada – aprovação da agência Nacional de Vigilância Sanitária, a ANVISA? Essas e outras questões apenas o tempo poderá nos responder. Prefiro pensar que esses desfechos poderiam ter uma reposta positiva.

Hoje, amigos e famílias em reuniões, festas ou qualquer tipo de
confraternização sentam-se em volta do arguile para, além do consumo, ter uma boa conversa e dar boas risadas.

Pelo que pode-se ver, uma nova tradição está se formando. Um amigo meu disse outro dia: “Hoje, a cultura do arguile é brasileira, nós fazemos e mandamos no mercado”. Dado esse fato, será que aquela desconfiança de antes, que ainda existe, será extinta por vez?

Por: Sidney Gritti